domingo, 29 de abril de 2012

Mulher paralisada completa 1/3 de maratona com 'calça robótica'



Claire Lomas espera completar os 42 km do percurso em mais 2 semanas (Foto: PA e Getty)

Uma ex-amazona que perdeu o movimento das pernas após um acidente com um cavalo há cinco anos completou neste domingo o primeiro terço da Maratona de Londres após caminhar por uma semana com a ajuda de 'calças robóticas'
Claire Lomas, de 32 anos, começou a testar o equipamento especial, chamado ReWalk, há apenas quatro meses, e até algumas semanas atrás conseguia dar apenas 30 passos de cada vez.
Mas com um progresso rápido, ela espera terminar em mais duas semanas o percurso de 42 quilômetros da maratona, concluído em pouco mais de duas horas pelos competidores de ponta no domingo passado.
Durante uma competição em maio de 2007, o cavalo que Lomas montava colidiu com uma árvore, deixando-a com fraturas em seu pescoço, na coluna e nas costelas.
A fratura na coluna a deixou sem movimentos nas pernas, e os médicos a alertaram que ela nunca mais poderia andar e passaria o resto da vida em uma cadeira de rodas. Mas ela não se deixou abater e diz fazer o possível para recuperar a independência.


'Calças trocadas'

O equipamento utilizado por Lomas, comparado por ela às 'Calças Trocadas' usadas pelo personagem da série Wallace & Gromit na animação de mesmo nome, custou 43 mil libras (cerca de R$ 132 mil), pagas com a ajuda da família e de amigos.
Ela afirma, porém, que o uso de seu equipamento não é tão simples como o usado por Wallace no desenho animado. 'Não sentir meu corpo torna tudo mais difícil. Não sei o que meus pés estão fazendo', disse ela à BBC.
 Lomas depende de sensores de movimento para ajudá-la a movimentar e levantar as pernas. Segundo ela, uma das partes mais difíceis foi reaprender a se apoiar novamente sobre os dois pés. 'No começo tinha que redescobrir meu balanço'
Ela está aproveitando sua participação na Maratona de Londres para pedir doações para a organização de pesquisas sobre paralisia Spinal Research. Até a tarde deste domingo, ela já havia arrecadado 42,3 mil libras (R$ 130 mil).
 'Há muita gente que está em uma situação pior do que a minha e não tem o apoio que eu tive, então quero arrecadar o máximo de doações possível para ajudá-las', disse.

Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/04/mulher-paralisada-completa-13-de-maratona-com-calca-robotica.html



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Menina que nasceu sem as mãos vence concurso de caligrafia nos EUA


Anne Clark, de 7 anos, ganhou prêmio para estudantes com deficiência. Ela usa os braços para segurar o lápis e escrever.


A menina Anne Clark, estudante da primeira série da escola Wilson Christian Academy, em West Mifflin, na Pensilvânia, ganhou um concurso de caligrafia para estudantes com deficência de escolas dos  Estados Unidos. Anne, de 7 anos, nasceu sem as mãos e prende o lápis entre os braços para poder escrever.
A categoria faz parte do 21º Concurso Anual de Caligrafia dos Estados Unidos. O prêmio para alunos com deficiência foi criado no ano passado com o nome de um estudante (Maxim Nicholas) que também não tinha as mãos e usava o antebraço para escrever. Nicholas impressionou os juízes o suficiente para que eles criaram uma nova categoria para alunos com deficiência.
Anne foi premiada na categoria de letras de forma/imprensa. O vencedor de melhor caligrafia em letra cursiva foi Remiel Colwill, estudante da quinta série da escola St. Mary Magdalene, em Eastlake, Ohio. Remiel tem uma deficiência visual. Ele e Anne ganharam um troféu e um prêmio de US$ 1 mil para cada.
  

domingo, 25 de março de 2012

Primeira edição do Miss Surda Brasil

 Candidata do Ceará vence o primeiro Miss Surda Brasil, Mato Grosso e São Paulo conquistaram segundo e terceiro lugares.
Quatorze candidatas surdas desfilaram neste sábado (24) em Fortaleza
Miss Surda Brasil, Bruna Barroso ( Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)


As candidatas do Ceará, Mato Grosso e São Paulo venceram o concurso Miss Surda Brasil na noite deste sábado (24) em Fortaleza, segundo a organização do evento. Bruna Barroso, 25 anos, fortalezense, conquistou o primeiro lugar. A candidata do Mato Grosso, Reany Oliveira, ficou em segundo lugar e a representante de São Paulo, Amanda Moltner, em terceiro.
Quatorze candidatas surdas disputaram o concurso, realizado neste ano pela primeira vez no Brasil. O título de Miss Simpatia foi de Rayonara Rodrigues, do Rio Grande do Norte.

Saiba mais:
Primeira edição do Miss Surda Brasil ocorre neste sábado, em Fortaleza
A vencedora do Ceará vai concorrer ao título mundial no Miss Deaf World 2012 (Miss Surda Mundo), que ocorrerá em 1º de julho, em Praga. O concurso, inspirado na edição internacional, foi trazido ao Brasil pela modelo cearense Vanessa Vidal, surda que ficou em 2º lugar no Miss Brasil em 2008 e foi convidada a participar do Miss Deaf World 2011, quando, segundo ela, surgiu a ideia de realizar a edição brasileira.
Cerca de 400 pessoas assistiram ao evento neste sábado no clube Ideal, no Bairro Praia de Iracema, em que as candidatas fizeram quatro desfiles em trajes típicos, de coquetel, banho e de gala. A cearense Bruna tem 25 anos, mora em Fortaleza, é professora infantil e faz curso superior de Libras.
A disputa teve representantes de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
O concurso começou oficialmente na quinta-feira (22), quando as candidatas participaram de uma série de atividades em Fortaleza, como aulas de passarelas e palestras educativas.

Confira fotos de candidatas ao Miss Surda Brasil 2012:


 Karolina Santos (Rio de Janeiro), Rayonara Rodrigues (Rio Grande do Norte) e Emanuelly Smith (Santa Catarina). (Foto: Julio Caesar / Miss Surda Brasil)


Reany Oliveira, miss surda MT, e Amanda Moltner, miss surda de São Paulo (Foto: Julio Caesar/ Miss Surda Brasil)




Amanda Moltner (São Paulo), Barbara Maia (Sergipe) e Vanessa Vidal (organizadora) (Foto: Julio Caesar / Miss Surda Brasil)

Fonte: GI Ceará


quarta-feira, 21 de março de 2012

21 de Março Dia Internacional da Síndrome de Down



O que é Síndrome de Down?
É um comprometimento genético. Não está vinculado à consaguinidade , isto é , laços de parentesco entre os pais. Intimamente ligada a um excesso de material cromossômico, tem nítida relação com a idade dos pais. Quanto mais idosos eles forem , maior é a probabilidade de gerarem um filho com essa síndrome , que vem necessariamente associada a um comprometimento intelectual e a uma hipotonia , a redução do tônus muscular.

domingo, 9 de outubro de 2011

Dia do Surdo: Cas - Mossoró - 26/09/2011

Caminhada em comemoração ao Dia do Surdo realizada pelo alunos , seus familiares e funcionários do Cas - Mossoró no dia 26 de Setembro de 2011.Foi um evento maravilhoso, muito importante para os surdos,pois mostra a luta dos surdos pelo reconhecimento da diferença, por uma educação surda, por uma acessibilidade surda e pela igualdade de oportunidade.

sábado, 27 de agosto de 2011

A aquisição da linguagem pela criança surda




  Alguns anos após a inclusão da língua de sinais nos estudos lingüísticos, foram iniciadas pesquisas sobre o processo de aquisição da linguagem em crianças surdas filhas de pais surdos. 
 Essas crianças têm a oportunidade de acesso a uma língua de sinais em iguais condições ao acesso que as crianças ouvintes naturalmente têm em uma língua oral-auditiva. Frisa-se a palavra "oportunidade" porque representam apenas 5% das crianças surdas, ou seja, 95% das crianças surdas são filhas de pais ouvintes, os quais, quase sempre, não dominam uma língua de sinais. No Brasil, a LIBRAS começou a ser investigada em estudos na década de 80 e a aquisição da LIBRAS nos anos 90.
Estudos da aquisição da linguagem infantil realizados nas línguas de sinais e nas línguas orais revelaram a presença de algumas generalizações interlingüísticas e intermodais em relação à produção dos primeiros sinais e em relação ao desenvolvimento do vocabulário. Tais estudos trouxeram para discussão a precedência de aquisição de sinais em relação à aquisição de palavras no período de aquisição da linguagem. Definiu-se que a aquisição dos primeiros sinais representa o limite entre os estágios pré-lingüístico e o lingüístico. Logo, considerando que o processo de aquisição das línguas de sinais é análogo ao processo de aquisição das línguas faladas, os próximos tópicos apresentam os estágios de aquisição adotados nos estudos sobre a aquisição da linguagem em geral.

 

Período pré-lingüístico

O período pré-lingüístico se estende do nascimento ao início dos primeiros sinais. De acordo com estudos a respeito do balbucio em bebês surdos e bebês ouvintes no mesmo período de desenvolvimento, verificou-se que o balbucio é um fenômeno que ocorre em todos os bebês, surdos e ouvintes, decorrente da capacidade inata para a linguagem. Observou-se que essa capacidade inata é manifestada não apenas por meio de sons, mas também através de sinais. Nos bebês surdos foram detectadas duas formas de balbucio manual: o balbucio manual silábico e a gesticulação. O primeiro apresenta combinações que pertencem ao sistema lingüístico das línguas de sinais. A gesticulação, ao contrário, não apresenta organização interna. Os bebês surdos e os bebês ouvintes apresentam os dois tipos de balbucio até um determinado estágio e desenvolvem o balbucio da sua modalidade. É por isso que os estudos afirmavam que as crianças surdas balbuciavam (oralmente) até um determinado período. As vocalizações são interrompidas nos bebês surdos assim como as produções manuais são interrompidas nos bebês ouvintes.
As semelhanças constatadas na sistematização das duas formas de balbuciar sugerem a existência no ser humano de uma capacidade lingüística inata que sustenta a aquisição da linguagem independentemente da modalidade da língua, isto é, seja ela oral-auditiva ou espaço- visual.
A percepção visual configura-se como um aspecto de extrema relevância no desenvolvimento da criança surda. Inicialmente ocorre contato visual entre os interlocutores e, então, o bebê surdo com a atenção visual voltada para a face do interlocutor, capta indícios sutis no rosto que lhe servirão para atribuir significado aos sinais de sua língua. O uso de expressões faciais, a repetição de sinais e a utilização de movimentos mais lentos e amplos na articulação dos sinais são estratégias utilizadas pelos pais para atraírem a atenção visual dos bebês surdos. A produção manual, no período pré-lingüístico corresponde à produção do que é denominado balbucio manual, pelo apontar e pelos gestos sociais - acenar, mandar beijos, bater palmas, etc.

Estágio de um sinal

O estágio de um sinal começa por volta dos 12 meses da criança surda até os 2 anos de idade. A hipótese de que a aquisição da língua dos sinais teria início antes da aquisição das línguas orais causou discussões entre pesquisadores sobre a questão da iconicidade nas línguas de sinais, sobre o desenvolvimento motor das mãos, sobre a questão da visibilidade dos articuladores e a interferência dos pais na produção dos sinais. Petitto argumenta que a criança simplesmente produz gestos que diferem dos sinais produzidos por volta dos 14 meses, classificando tal produção gestual como pertencente ao balbucio, do período pré-lingüístico. As crianças surdas com menos de 1 ano, assim como as crianças ouvintes, apontam freqüentemente para indicar objetos e pessoas. Mas quando a criança entra no estágio de um sinal, o uso da apontação desaparece. Nesse período parece ocorrer uma reorganização básica em que a criança muda o conceito da apontação inicialmente gestual (pré-lingüística) para visualizá-la como elemento do sistema gramatical da língua de sinais (lingüístico).

Estágio das primeiras combinações

As primeiras combinações de sinais surgem por volta dos 2 anos nas crianças surdas. Nem todos os verbos da ASL (American Sign Language) podem ser flexionados a fim de se marcarem as relações gramaticais em uma sentença. Existem verbos que apresentam inviabilidade na incorporação dos pronomes como, por exemplo, os verbos GOSTAR e PENSAR na LIBRAS. Dessa forma, as crianças surdas precisam adquirir duas estratégias para marcar as relações gramaticais: a incorporação dos indicadores e a ordem das palavras. A incorporação dos indicadores envolve a concordância verbal, e essa depende diretamente da aquisição do sistema pronominal.
No estágio das primeiras combinações de sinais, as crianças começam a usar o sistema pronominal, porém de maneira inconsistente. Ocorrem 'erros' de reversão pronominal, exatamente como acontece com crianças ouvintes. As crianças utilizam a apontação direcionada ao receptor para se referirem a si mesmas. Pode ser surpreendente constatar esse tipo de erro nas crianças surdas em virtude da aparentemente nítida correspondência entre a forma de apontação e o seu significado. Contudo, esse tipo de erro e a evitação do uso dos pronomes do estágio anterior são fenômenos diretamente relacionados com o processo de aquisição da linguagem. A despeito da aparente relação entre forma e significado da apontação, a compreensão dos pronomes não é óbvia para a criança dentro do sistema lingüístico da ASL, diante das múltiplas funções lingüísticas que apresenta. Na LIBRAS, observou-se a combinações de sinais, geralmente envolvendo de dois a três sinais. Ocorrem omissões do sujeito, mas não do objeto. Na LIBRAS, são utilizadas formas “congeladas” dos verbos com concordância e o uso adequado dos pronomes estabelecidos no espaço de sinalização.

Estágio das múltiplas combinaçõe

Por volta dos 2 anos e meio a 3 anos, as crianças surdas apresentam a “explosão do vocabulário”. Começam a ocorrer as chamadas distinções derivacionais (a diferenciação entre CADEIRA e SENTAR, por exemplo).O pleno domínio dos recursos morfológicos da língua é completamente adquirido por volta dos 5 anos de idade. A criança surda ainda não utiliza os pronomes para referir-se aos objetos e às pessoas que não estejam presentes fisicamente. Usa substantivos não associados com pontos no espaço. Mesmo quando a criança realiza tentativas de identificação de pontos no espaço, apresenta falhas de correspondência entre a pessoa e o ponto espacial.

 Com os referentes presentes no discurso já ocorre a utilização consistente do sistema pronominal. Dos 3 anos em diante, passa-se à utilização do sistema pronominal com referentes ausentes no contexto do discurso. Contudo, ainda registram-se erros. De 3 anos a 3 anos e meio, as crianças usam a concordância verbal com referentes presentes. Não obstante, flexionam alguns verbos de forma inadequada nas línguas de sinais, num fenômeno análogo a generalizações verbais como 'fazi', 'sabo' e ‘gosti’ na língua portuguesa.
Por volta dos 4 anos, a concordância verbal ainda não é praticada adequadamente. Somente entre 5 e 6 anos, as crianças tornam-se capazes de flexionar os verbos corretamente. Pode-se concluir que o processo de aquisição da língua de sinais pelas crianças surdas ocorre num período análogo à aquisição da língua oral-auditiva em crianças ouvintes. Desse modo , os estudos de aquisição da linguagem indicam universais lingüísticos.

Aprendizado, pelos surdos, da língua portuguesa escrita

Grande parte do grupo de surdos e deficientes auditivos utiliza a língua de sinais para se comunicar e tem grande dificuldade para aprender a Língua Portuguesa. Isso porque a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), sua língua-mãe, é gestual-visual, utilizando como meio de comunicação movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidos pela visão, enquanto a Língua Portuguesa é oral-auditiva.

Disponível em http://www.jorwiki.usp.br/gdmat08/index.php/As_m%C3%A3os_como_linguagem:_cegos,_surdos_e_mudos

A LINGUAGEM DE SINAIS








 As Línguas de Sinais (LS) são as línguas naturais das comunidades surdas
Ao contrário do que muitos imaginam, as Línguas de Sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias. Atribui-se às Línguas de Sinais o status de língua porque elas também são compostas pelos níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas são denominados sinais nas línguas de sinais. O que diferencia as Línguas de Sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial. Assim, uma pessoa que entra em contato com uma Língua de Sinais irá aprender uma outra língua, como o Francês, Inglês etc. Os seus usuários podem discutir filosofia ou política e até mesmo produzir poemas e peças teatrais.
 A LIBRAS tem sua origem na Língua de Sinais Francesa. As Línguas de Sinais não são universais. Cada país possui a sua própria língua de sinais, que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para região (os regionalismos), o que a legitima ainda mais como língua. Em Portugal, a comunidade faz uso da LGP(Linguagem Gestual Portuguesa)

--- Sinais
Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais:

  • Configuração das mãos: São formas das mãos que podem ser da datilologia (alfabeto manual) ou outras formas feitas pela mão predominante (mão direita para os destros ou esquerda para os canhotos), ou pelas duas mãos.
Os sinais DESCULPAR, EVITAR e IDADE, por exemplo, possuem a mesma configuração de mão (com a letra y). A diferença é que cada uma é produzida em um ponto diferente no corpo.
  • Ponto de articulação: é o lugar onde incide a mão predominante configurada, ou seja, local onde é feito o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro.
  • Movimento: Os sinais podem ter um movimento ou não. Por exemplo, os sinais PENSAR e EM-PÉ não têm movimento; já os sinais EVITAR e TRABALHAR possuem movimento.
  • Expressão facial e/ou corporal: As expressões faciais / corporais são de fundamental importância para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em Língua de Sinais é feita pela expressão facial.
  • Orientação/Direção: Os sinais têm uma direção com relação aos parâmetros acima. Assim, os verbos IR e VIR se opõem em relação à direcionalidade.

As convenções da Libras

  • A grafia: os sinais em libras, para simplificação, serão representados na Língua Portuguesa em letra maiúscula. Ex.: CASA, INSTRUTOR.
  • A datilologia (alfabeto manual): usada para expressar nomes de pessoas, lugares e outras palavras que não possuem sinal, estará representada pelas palavras separadas por hífen. Ex.: M-A-R-I-A, H-I-P-Ó-T-E-S-E.
  • Os verbos: serão apresentados no infinitivo. Todas as concordâncias e conjugações são feitas no espaço. Ex.: EU QUERER CURSO.
  • As frases: obedecerão à estrutura da LIBRAS, e não à do Português. Ex.: VOCÊ GOSTAR CURSO? (Você gosta do curso?)
  • Os pronomes pessoais: serão representados pelo sistema de apontação. Apontar em LIBRAS é culturalmente e gramaticalmente aceito.

Para conversar em LIBRAS não basta apenas conhecer os sinais de forma solta, é necessário conhecer a sua estrutura gramatical, combinando-os em frases.
Além disso, existe uma série de siglas e jargões no universo das libras.
A linguagem de sinais também é usada pelos mudos


Disponível em http://www.jorwiki.usp.br/gdmat08/index.php/As_m%C3%A3os_como_linguagem:_cegos,_surdos_e_mudos